1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário: Construindo o futuro!

Este 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário, ocorre em pleno fervilhar de conflitos em diferentes ámbitos e setores laborais da Galiza. Dentro da terrível involuçom imposta polo capital aos direitos da classe trabalhadora, a resposta sindical crescente é umha boa notícia que deve servir para lançar um contra-ataque firme e coordenado.

As conseqüências da forte crise mundial de 2008-2009

A saída da última grande crise cíclica, acontecida em 2008-2009, está a ter um grande custo para a classe trabalhadora a nível internacional, vendo-se submetida a umha grande ofensiva contra os salários e direitos sociais adquiridos, que dura até hoje.

É isso que explica, de umha parte, que os dados macro indiquem a recuperaçom económica, em forma de crescimento do PIB nas grandes economias, mas sobretodo na produçom industrial dos motores mundiais. Mas, doutra parte, fica claro que a tal recuperaçom dos lucros empresariais é sustentada na precarizaçom generalizada da força de trabalho a nível europeu e mundial.

O aumento da exploraçom e da pobreza, relativa e absoluta, da classe trabalhadora já nom é umha característica exclusiva do chamado “terceiro mundo”. Vemo-la na Europa, nos EUA e no resto de centros do capitalismo mundial, enquanto ficamos à espera da próxima crise cíclica, que com certeza nom vai faltar ao seu encontro iminente com a história.

A Galiza, dependente e sem capacidade de decidir

A Galiza fai parte do mundo capitalista e, concretamente, do capitalismo dependente. Nom só em termos políticos, o que é evidente pola nossa dependência nacional, mas também em termos de desenvolvimento económico. Com presença industrial do capital estrangeiro (PSA Vigo) ou de empresas extrativas com sede em Madrid (energia), além do capital financeiro absorvido por grandes grupos financeiros espanhóis, a burguesia galega tem vocaçom servil e cede a orientaçom e gestom política da economia a Madrid, em troca da participaçom nesse mercado, que inclui a sua participaçom na exportaçom de capitais em vários setores.

Entretanto, o nosso país desaproveita o grande potencial e a riqueza em numerosos campos (pesqueiro, agroindustrial, florestal, energético…), que permitiria construir umha economia ao serviço da maioria, em maos da classe trabalhadora e em colaboraçom com os restantes povos do mundo. Em lugar disso, a decadente burguesia galega prefere a integraçom subordinada no mercado espanhol, como componente auxiliar do grande capital sediado em Madrid, por sua vez subordinado ao europeu e norte-americano.

Tomar consciência das tarefas que correspondem à classe trabalhadora

Por isso, sem deixar de reconhecer que a Galiza participa das grandes tendências do capitalismo a nível mundial, a nossa posiçom subsidiária e dependente impede que podamos ocupar umha posiçom mais favorável. A Galiza enfrenta, no fundamental, as mesmas tarefas que o resto de povos do mundo. O capitalismo mundializado estendeu a precarizaçom, as privatizaçons e todo o programa neoliberal a todos os países, e as conseqüências som visíveis tanto nos centros capitalistas como nas periferias. A brutal desigualdade e a crise civilizacional som cada vez mais profundas.

Porém, no caso de naçons dependentes como a Galiza, a conquista da soberania política fai parte do programa revolucionário que nos une à classe trabalhadora mundial. Precisamos da independência política para tomar conta dos nossos recursos e impor as condiçons de vida e de trabalho dignas que a burguesia nos nega. A classe trabalhadora, a única protagonista da produçom de todo aquilo que a sociedade necessita, deve liderar o nosso processo de emancipaçom, apoiando e incorporando as luitas contra as diversas opressons, com destaque para a protagonizada polas mulheres trabalhadoras.

O nosso coletivo, Galiza em Rede, soma-se neste 1º de Maio aos que na Galiza, com diversas perspetivas e práticas militantes, coincidem no fundamental: a necessidade de construirmos um país soberano e socialista. Este blogue é umha ferramenta de (auto)formaçom e diálogo com a esquerda social galega no longo caminho de autoconstruçom das ferramentas necessárias para o cumprimento das tarefas históricas que correspondem à nossa classe trabalhadora.

Longe de qualquer afám sectário ou fragmentador das forças, apoiaremos qualquer iniciativa e dinámica coletiva favorável à Classe e à Naçom, com total abertura à colaboraçom com coletivos e organizaçons interessados em favorecer a unidade de açom e a consciência nacional e de classe.

A dinámica anunciada pola CIG em direçom à convocatória de umha Greve Geral na Galiza é umha dessas iniciativas que merecem o nosso total apoio. Situamo-nos desde já ao serviço do êxito e continuidade das luitas que devem ser dadas contra o regime espanhol e contra o capital que o sustenta.

Viva o Internacionalismo Proletário!

Galiza, 1º de Maio de 2018

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